Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

eu tava aqui pensando…

Você já parou para pensar em quantas pessoas estão envolvidas na construção de uma marca, no design de uma embalagem, na criação, produção e execução de um produto? Em quantos profissionais trabalham arduamente em cada etapa do processo, desde a matéria prima até o produto final, embaladinho, bonitinho, te esperando ali na prateleira? Quanto (e o quê) custou para que cada profissional desse aí pudesse exercer sua função, seu ofício, seu trabalho com alguma dignidade ? Sabe quanto custa contratar um bom designer, uma agência de publicidade decente ou qualquer outro caminho para fazer uma marca “acontecer” ?  E manter uma empresa funcionando, com funcionários devidamente registrados, impostos pagos, sem rabo preso com ninguém, você sabe?!

Você sabia que muito do que você consome só existe porque milhares de pessoas são escravizadas, exploradas ou extorquidas? Você liga pra isso ou pouco se importa? Pensa aí só um pouquinho que mais tarde a gente conversa.

17 Comentários

Oi De, como estudante de design gráfico, e, em breve, designer, esta é uma das aflições que temos, enquanto quase profissionais. É saber que isso existe e que as pessoas se orgulham de ter pago menos e ter conseguido a sua marca, a sua embalagem. Mas, sempre com fé para que isso mude. beijos, carol.

dê, eu nunca tinha parado pra pensar muito nisso … até ver o vídeo “a historia das coisas” … é bom demais e fala justamente sobre isso !!!

agora toda vez que vejo algo super barato pra vender eu penso no valor que aquilo realmente deveria ter … e em quem pagou por isso. porque se eu não vou pagar alguém já pagou.

eu estou num processo de mudança de consciência …

espero você falar mais então ! esse assunto é super interessante !!

beijinhos !

Eu sempre penso nisso e hoje de manhã foi engraçado porque estava vendo seu site e aí comecei a imaginar o quanto vocês trabalham para que tudo seja assim tão lindo.

Há crianças que trabalham na China em fábrica de tijolos e costureiras que também trabalham nesse país que nem se levantam da cadeira para comer ou ir ao banheiro.

Deixa eu parar por aqui senão vou começar a falar sobre pesquisas jurídicas.

Beijos

Alê

Eu sempre me pego pensando nesse tipo de coisa e não apenas na quantidade de pessoas que se unem para por exemplo fazer uma marca acontecer, mas também em outras áreas … como por exemplo o quanto que a galera de Jornalismo estuda e batalha para ganhar sub-salários, nos 5 anos de faculdade de Administração que outros fazem para depois serem contratados para ganhar menos que o filho do chefe e coisas do gênero…

Denize, com certeza eu ligo, e é por isso que em casa sou absolutamente xiita: não entra nada pirata - mesmo!
E não é fácil manter essa postura, porque quase ninguém liga para esse tipo de detalhe, exemplo: o amiguinho do seu filho comprou o joguinho de playstation ‘da hora’ por pouco mais que nada no camelô, e você tem de dizer não pro seu filho… Porque se gastar quase 150 reais num jogo vai pesar! Mas eu não me arrependo de ser assim, porque acho que os valores que estou transmitindo a eles um dia farão diferença, e farão deles pessoas melhores para a humanidade.
Recomendo a leitura do livro ‘Deluxe: Como o Luxo Perdeu o Brilho’, que é da jornalista Dana Thomas (americana que vive em Paris). Em síntese, ela mostra o lado negro da indústria da moda, e faz revelações bombásticas sobre algumas marcas mundialmente famosas que terceirizam sua produção na China e pregam a etiqueta ‘Made in Italy’ ou ‘Made in France’.
Depois dele eu olho para essas ‘coisas’ com outros olhos - não só para as ‘fakes’, mas para as ‘autenticamente sem ética’! Você consegue imaginar uma linha de produção de crianças chinesas, com idade em torno de 10 anos, que têm suas pernas quebradas para que não possam se levantar? Poderia haver alguma coisa mais horrível, cruel e desumana?
E os animais tendo suas peles arrancadas com eles ainda vivos, a pretexto de se fazer um ‘corte limpo’? É isso mesmo, galera, não estou brincando, olhem no site da PETA sobre essa questão dos bichinhos (o vídeo é muito forte, eu não consegui assistir inteiro).
Aí a gente dá ainda mais valor às suas bolsas, feitas à mão, com todo amor, carinho, ética e respeito aos direitos trabalhistas das suas ajudantes!
Beijos,
Ione

Sim, Denize eu já pensei muito em tudo isso. Penso todo dia, toda vez que vou comprar alguma coisa. Penso no trabalho escravo, penso nos animais que são torturados e morto para satifazer a gula e a vaidade das pessoas, penso onde vão parar estas embalagens tão bem elaboradas… E me entristece! Mas não posso mudar o mundo! Então, mudei a mim mesma. Hoje não uso couro, não me alimento da carne de outros seres vivos, pesquiso para saber se o perfume, o shampoo, o sabonete são de origem vegetal de empresas que não testam em animais. Não dá pra ser 100% ética, mas aos poucos eu vou descobrindo novos produtos e novas formas de ser merlhor. Dá trabalho? Dá… mas saber que na minha refeição, no meu banho não há crueldade, que é livre de violência, exploração vale todo esforço.
beijos
Sheila

Eu li, mas vou comentar depois. Não posso agora, vim aqui pq n resisto mesmo.
Bjos

acho que a Ione falou tudo, quem procurar saberá o nº pessoas são escravizadas e aceitam a escravidão por não ter mais nada o que fazer para receber um “salário” isso qdo recebem(os chineses são um exemplo), de qualquer forma, tb não uso “pirata” não fiz CE e não prejudico meu cantor, meu artista preferido, provavelmente alguém esteja plagiando a La Reina, processo neles com força e todo nosso apoio, ter moral e dignidade nos dias de hoje não é pra qualquer um não!! um affe total pra essa gente!

Eu penso… Penso até demais! Não exatamente nesses termos, não com enfoque publicitário, mas com enfoque na minha área que é arquitetura. Já que dou aula de arquitetura bioclimática, eficiência energética e sustentabilidade, e há 6 meses troquei minha terra amada (o RS) e moro numa parte da Amazônia Legal (Tocantins) falo demais em questões sociais. Aqui, muito pouca gente se preocupa com isso e basta andar na rua pra peceber!

Eu penso muito nisso. Mas confesso que não fico procurando que empresa adota essas práticas, mas sempre que fico sabendo de algo, paro de consumir.
Essa é uma das razões de eu ser uma das poucas pessoas que não é entusiasta do crescimento chinês. Ok, a economia está indo bem, mas a que custo? Falta de liberdade, desigualdade, mão-de-obra quase escrava, pirataria… Aí você pega um produto japonês que foi elaborado a partir de todo um novo método de produção e qualidade e não dá valor nenhum. Mas dos chineses todo mundo é entusiasta.

Sempre penso nisso e dou maior valor ao tudo! Isso também ajuda a fazer escolhas mais responsáveis e mais coerentes com relação a preço-valor-qualidade.

Minha mãe foi cosrureira de fábrica durante anos, trabalhando as vezes de domingo a domingo, fazendo camisas de malhas não tão boas assim que por causa de uma etiqueta ia ter o preço x10. Tudo isso para a gente pudesse ter comida e boa educação.

Sem falar no trabalho escravo, infantil e prostituto - os que as pessoas aceitam porque PRECISAM de dinheiro!

Dou muito valor aqueles que com toda dificuldade, burocracia e as tentações de fazer tudo na surdina, fazem um trabalho decente, correto, nos trilhos e de respeito!

De fato, uma realidade muito triste. Mas é preciso lembrar que também a constrói aqueles que consomem - mas, infelizmente, as pessoas não ligam para isso.

=*

Concordo com tudo isso, Denize flor!
Já viste o vídeo sobre a história das coisas? http://www.storyofstuff.com/ (Caso interesse tá aí).
O consumo destrambelhado só pior a situação do nosso mundinho e a gente pagando muito barato por tudo é porque foi descontado de muuuuuita gente o que lhe foi devido pelo árduo trabalho.

Beijinhos meus. Ótimo findi pra ti, linda

Penso muiiito nisto e há muito tempo. Desde os escravos chineses, das empregadas domésticas sem registro até aos cortadores de cana do interior de SP, de onde nasci, passando por tanta gente que está bem ao nosso lado. É uma luta. Outro dia o Caco Barcelos falou que não confia em um homem que não trata bem uma mulher. E eu não confio em pessoas que tratam mal o outro desconhecido na rua ou alguém que o está servindo, seja em casa, no restaurante, na empresa, na manicure.É a mesma relação. Acho que a gente se mostra muito tb pelo o que consome e como consome. Muiiito. Se o valor está na aparÊncia de um produto ou em outros valores que ele carrega. Tudo são escolhas, e ao escolher, nos mostramos e tb podemos alterar muita coisa! Portanto, mamys, madrinhas avós, atenção aos brinquedos desta semana! Puts… este papo vai longe!

Gi, essa é uma impressão que eu sempre tive: se alguém desrespeita o garçom, ou a empregada, para fazer a mesma coisa comigo, é questão de tempo - ou de oportunidade.
“A ocasião faz o furto, o ladrão já nasce feito” - salvo algumas poucas exceções!!!

ione, vou procurar esse livro! Bia, essa sua mensagem me lembrou um livro que li ha um tempo atras, “Meninas da esquina”, que fala de prostituição infantil. Eram como diários de meninas que se prostituíam pra ter dinheiro, e você pensa “pra quê?”, e elas explicam que é pra poder comprar absorvente, pasta de dente, papel higiênico… não é nada de muito luxo o que essas crianças querem, mas nem isso têm. foi muito doído ler o livro, e eu penso justamente nessa sensação que elas têm de que não têm outra escolha. elas nem sabem como.

[…] Denize lindona soltou uma ótima reflexão sobre o consumo e o consumir, estes temas que dão tanto pano para a manga. Acho lindo um site que “vende” fazer isso. Aliás, em homenagem ao Dia das Crianças, dona Dê, nossa Rainha sempre, conquistou corações e comentários com as lembranças de infância das rainhas-súditas. Vale ler cada um, com toda a paz e delicadeza que eles merecem. […]



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