Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

o tomate saxofonista

Na última semana fui obrigada a mandar um bilhetinho para a escola do meu filho querendo saber qual era o critério de escolha dos livrinhos que vinham para a leitura de casa no final de semana. Meu filho tem quatro anos de idade e (obviamente) ainda não lê. Em casa temos dezenas de títulos e todas as noites acontece a leitura de um ou dois deles (por mim ou pelo pai). Muitas vezes ele pede para que a gente conte a “história engraçada” que consiste em inventar na hora uma nova versão para a historinha que ele já decorou. Um dos nossos principais programas de final de semana é ir até alguma livraria da cidade. Ele adora, nós adoramos. Dia desses veio da escola um livro que contava em menos de cinco páginas a história de um tomate que sonhava em ser saxofonista. O tal tomate sonhava com isso, juntou dinheiros, quebrou o porquinho, comprou um safonone e começou a tocar todo feliz. Como ele não tocava muito bem, os legumes amigos do tomate não perdoaram, apedrejaram o tomate e expulsaram ele da vila que moravam. Acabou a história.

Pausa. Moral da história? Ninguém sabe, ninguém viu.

Pois bem. Em tempos onde pais de adolescentes demitem professor de escola “muderna” por escrever poemas eróticos em seu blog pessoal (opiniões aqui e aqui), ator e produtor faz manifesto inflamado sobre a exploração da nudez no cinema, empresários infartam e lotam os consultorios médicos com “as quedas” na bolsa de valores, donas de casa correm pro supermercado para comprar cofres domésticos, cineasta se enrola todo para desmetir um texto que era e depois não é mais “auto-biográfico” onde pede desculpas por ter comido a empregada aos 14 anos de idade contra à vontade dela, crianças bem pequeninas dançam o créu junto com suas mães nas festinhas de aniversário por aí e eu (cara pálida) tenho que me preocupar com um livrinho que conta a historinha de um tomate apedrejado porque sonhou que podia tocar saxofone?! Tenho. Nós temos.

“E tomate pode tocar saxofone mãe?” Me pergunta ele. Ué Teodoro, claro que pode, todo mundo pode, eu, você, o tomate, o brócoli, toda criatura nesse mundo que quiser aprender, com muito treino, pode tocar o que quiser. ;o)

Eu realmente não sei onde isso vai parar, o mundo está cada vez mais esquisito e a gente fica aqui vivendo uma realidade paralela cheia de cor e brilhinhos purpurinados, mesmo sabendo que o buraco não é nem mais em cima, nem mais embaixo. Já estamos todos, enfiados até o pescoço, dentro dele.

47 Comentários

Eu aqui querendo muito ser mãe, e pensando o quanto atenta a gente tem que estar. Não só com os filhos, mas com o mundo. No meu mundo purpurinado eu fico sempre chocada o quanto a vida está mais preconceitosa, intolerante e a caminho de um pensamento único, perdendo a diversidade. Lamentável. Como é difícil aprender e ensinar que não temos que brigar com a diferença das pessoas, mas no combate à desigualdade. Bom, acordamos para vencer, vamos lá!!

Affff… Nem me fale. Ando cada dia mais confusa, digo, atordoada com esse mundão.
Isso tudo serve para reforçar ainda mais a minha necessidade, como mãe, de tentar aprender sempre, de tentar ponderar, de ver os dois lados, de me apegar aos valores nos quais acredito, mas, diante de tudo o que acontece, eu fico sem saber como reagir. De que forma eu poderia proteger o João de tudo isso. Ou não. Quem souber o caminho, por favor me avise, pois eu tô “mais perdida que cego em tiroteio”. Beijos in tutti.

E um livrinho que eu li quando criança, no qual o peixinho preferiu terminar no aquário do que voltar para o mar? Eu nunca entendi este também… é preciso estar atento a estas mensagens “inocentes”…

(rs) pior é que num dá pra num rir deste mundinho besta.
Mas, maninha, podexá que dá sim senhora pra viver rodeada das purpurinas no mais feio dos mundos. O lema é : “meu universo é o que se instaura de repente onde quer que eu chegue só por eu chegar”. A gente é que dá o tom, meu bem.

pegue o tomate e faça dele uma “história engraçada”: cole umas páginas em branco no fim de livro e escreva com o Teodoro um novo final! quem sabe o tomate não pega seu sax, um saco com as pedras que lhe jogaram e constrói com elas uma bela casa numa New Orleans reconstruída de sonho onde se tornará o mais prestigiado legume-fruta jazzista do planeta?

Eu acho que quando se trata de histórias podemos escrever e inventar o que quisermos, afinal o imaginário de cada um tem suas próprias pernas.
O que não pode é mandar tudo, tudinho, qualquer coisa, pra mão de crianças, pq elas estão em fase de aprendizado e crescimento, e não é qualquer história que pode ser passada nessa fase.
Espere um pouquinho, deixe elas virarem adultas pra entenderem (ou não) as coisas bizarras do mundo né? Não precisa ser tão cedo.

Bjo

Tudo neste mundo está de cabeça para baixo, um caos!! Minhas filhas estão na idade de me dar netos e eu fico muito preocupada do que será deles neste mundo, vasto mundo, tão duro, tão cruel, com valores tão deturpados. Só posso dizer que vcs todas, mães de filhos pequeninos, iniciando a viagem para ter acesso ao conhecimento, devem como a Denize, cobrar, perguntar , acompanhar, tudo o que indicam e/ou mandam seus filhos lerem,etc etal,
, seja na escola, na rua pelos colegas, mães dos colegas, cobrem e estejam atentas, sempre!!!!

Não tenho filhos, mas me preocupo muito com o esse mundo louco e como vou criar uma pessoa do bem e um cidadão correto quando chegar a hora.Não podemos isolar uma criança desse tipo de pensamento derrotista onde alguém não pode ser o que quiser, vc fez bem em mandar um bilhetinho, agora os professores vão ler o livro antes de indicá-lo pq duvido que um educador tenha lido essa estória e tenha aprovado.Se bem que o Teo já provou com o balet que nada vai impedi-lo de fazer o que acha correto, mas a sua atitude vai ajudar as outras crianças que não tem pais tão zelosos com a educação.
Tenho uma prima de 10 anos e há uns dois ela chegou em casa com um livro da chapeuzinho vermelho, e todos nós conhecemos o final, o caçador mata o lobo e tira a vovozinha da barriga dele, mas pra minha surpresa o fim mudou, eles tiram a vovozinha da barriga dele mas o lobo não morreu e sim ficou bonzinho.
Em tempos de crianças armadas em escolas, temos que tomar cuidado com o que ensinamos a elas e a nova versão da chapeuzinho vermelho mostra que alguns educadores estão realmente preocupados com a orientação que dão a seus alunos.

Este post me tocou muito. A Escola Parque custa cerca de dois mil reais por mês. Todos os filhos de globais estudam lá, os filhos da minha orientadora francófila estudam lá, dá minha ex-professora de música também. Não é o primeiro escândalo envolvendo a escola. Há uns cinco anos alguns alunos foram flagrados fumando maconha em um passeio,causou um furdunço nos jornais,como se só alunos de uma escola liberal fumassem maconha, na minha escola católica todo mundo fumava e o jornal não falava nada.
Esse professore demitido é das coisas mais falso-moralistas que eu já vi,precisamos repensar o que queremos para os nossos filhos,é a hipocrizia que queremos?
Já o manifesto do Pedro Cardoso não é hipócrita,de jeito nenhum. Eu estava lá no Odeon na quarta feira passada e fiquei surpresa com o discurso. Ele defendeu tão apaixonadamente a sua tese e se defendeu tão completamente de quem o chamaria de moralista. Era um Manifesto contra a confusão que,segundo ele, se faz entre pornografia e arte. Ele deixou claro que não é contra cenas de nudez, mas é contra a banalização do nu, das atrizes que passam uma novela inteira de biquini, dos momentos onde não era necessário despir a atriz, mas que se faz para se acrescentar alguma excitação a obra.
Foram 15 minutos de palavras contundentes. Eu adorei. Achei ousado,corajoso da parte dele. Fiquei me perguntando sobre quais filmes tinham cenas de nudez que eu considerava necessárias ou não, O céu de Suely,Almodovar,tantas outras obras que fazem o nu ficar tão necessário…
Não vou dizer aqui que programas e filmes, além da banheira do Gugu e desses etc eu concluí que o nu era desnecessário, mas tiveram vários. E se vocês pensarem aí, provavelmente vão se lembrar também daquela cena que pareceu forçada. Enfim…
Quanto ao tomate, também não entendi qual a moral da história. Acho mesmo que você precisa mandar bilhete e questionar a situação. É estranho, na semana passada mandaram uma professora dar uma palestra no curso pré vestibular que eu dou aula. A moça é professora de serviço social, marxista, socialista, tudo. Aí ela disse pra gente que em Cuba os estudantes escolhem a sua profissão de acordo com o que o país precisa,por conta disso não há desemprego.
Oras, eu sempre amei o Fidel, sempre morri de vontade de ir a Cuba,mas peraí, não é o país que faz as pessoas,são as pessoas que fazem o país, portanto a escolha deve ser livre,pelo amor de Deus!! Temos mesmo que nos adaptar ao capitalismo e as demandas demasiadamente tecnológicas e exatas inerentes a ele, mas se passarmos a condicionar a escolha dos nossos estudantes seremos mais felizes? Eu,por exemplo, professora de história, passaria a ser o que?
Enfim…
Me alonguei muito aqui, mas é porque você, Denize, sempre me faz querer falar, falar, falar. Deve ser esse nosso mundinho colorido e purpurinado aqui, que é tão feliz que me deixa assim.
Um beijo!

Nossa, Denize, que horror! O q a escola respondeu? Deve ser difícil criar filhos hoje em dia. Ficar entre a cruz e a espada do nosso mundo purpurinado e o mundo dos tomates saxofonostas apedrejados lá fora. Ensinar a transitar por entre esses 2 universos. Mt difícil.

É, garota, é complicado mesmo criar filhos nesse mundo louco…aqui em casa nós também sempre lemos para os meninos, o Lucas agora já sabe ler e lê para o irmãozinho…e sempre deixamos o imaginário correr solto também…acredite, isso é tão importante quanto o alimento que seu filho come todos os dias, é um bálsamo que vai direto para a alma dele…quanto ao livro, realmente tem que ficar atenta, tem que bater o pé, mas o exemplo que vem de casa para o Theo é o mais importante, acredite.
Daqui a pouco ele começará a frequentar a casa dos amiguinhos, como meu filho mais velho, e ver as diferenças…e claro, fará as comparações, saberá que há de tudo nessa vida, mas os espelhos dele, com certeza são você e seu marido.
beijo!

Não tenho palavras para descrever o asco que senti ao ler a “carta de desculpas” do tal “sujeito”… E imagine um pequeno livro infantil que ensina a aversão ao sonho das pessoas?Que mundo é este? Onde erramos? Bom, finalizo com uma frase de uma música: “parem o mundo, porque eu quero descer”!

é sério isso, o tomate foi apredejado e o expulsaram da escola??????? que surreal isso, primeiro, como esse livro foi editado?? como vem na lista de livros indicados para ser lido??? como alguém aprova isso??? não pode ser DIIiiinezzzzeeeeeeêeee…..to bege! será que não caiu uma folha desse livro….e a professora falou o que??? e a escola??? meu Deus!! as pessoas precisam muito a fazer faculdade de bom senso…….eu nao quero que parem o mundo para eu descer tb….eu quero entrar….pq o poder tá na mao errada….desde o colégio onde a gente enfia nosso filho e até nas corporaçoes, na política…..tá todo mundo muito do equivocado….pessoal está muito pasteurizado pela TV, nada contra eu amo TV….mas valores e bom senso não se tem mais….hoje aquelas jamantas gordas dançam o créu e sao bonitas….nao importa se vc tem educacao….basta vc dar uma rebolada que beleza…..ai que nojinho disso tudo…
quero saber mais do desfecho dessa história…beijos a todas….vanessa

complicado isso mesmo. acabei de passar uma boa hora lendo as reportagens e os blogs (cada vez mais adoro a zel) e pensando sobre isso e sobre o tomate saxofonista. é triste que com tanta coisa acontecendo, tanta desigualdade, tantos valores se perdendo, as pessoas se foquem nos argumentos errados pra manter a pose.

eu ja estou exausta de ver tanta bunda na tv, nas revistas, nos blogs, é uma objetificação que ja cansou há tanto tempo, ja deixou de ser erótica há tanto tempo. e agora é só demais, e quem paga é o professor doutor em literatura. poema de bunda nao pode, né? (aliás, drummond tem um também.) só pode a foto da bunda, a musica da bunda, a bunda na novela… ou será que se esses pais pagassem pelo salário dos roteiristas não ia ter mais bunda na novela?

pobre do professor e do tomate, ambos escorraçados pela hipocrisia.

Lembrei o Gabriel Pensador, na música sobre Bunda, dele. Vale a pena.

Faço minhas, as palavras da Cecília.
Ótimas colocações!

nem me diga. ódia, ódia.

e a gente continua neste país que cultua a ignorância…..me pergunto que tenho que mudar??? é o país mais hipócrita do mundo…..eu estou lendo de novo tudo isso que vc escrever denize…..tô muito mexida….não creio em tanto absurdo que li, vi o blog da zel….que patéticos todos eles… essas pessoas nao tem vergonha??? nuooosssa……

rsss….muita ódiaaaa…..

É muito triste tudo isso. Criar filhos não é fácil nesse mundo.
Eu comprei faz umas duas semanas um livro da Turma da Mônica ilustrando hitórias antigas e tradicionais (Cinderella, Rapunzel, João e Maria e por aí vai), comprei na maior boa intenção pois adoro o Mauricio de Souza e suas criações, mas fiquei abismada com o conteúdo dessas historinhas que eu acreditava conhecer.
Eu sempre conto as histórinhas que conhecia (adaptadas, maluquete e engraçada)e que achava que tinham uma boa moral, contava historinhas da Ruth Rocha (adoro), e muitos outros livrinhos comprados também nas tardes na livraria. Voltando ao livo do Mauricio de Souza, muitas dessas historinhas originais desse livro eu não conhecia a fundo. Na maioria dos casos os personagens se dão bem enganando e lubridiando os outros, levando vantagem (não necessariamente personagens maus) como é o caso do Gato de botas e do Pequeno Polegar, em outras histórias os pais simplesmente não tem dinheiro para sustenstar os filhos e resolvem abandoná-los na floresta para se livrarem deles (como é o caso do Pequeno Polegar e do João e Maria). Vocês podem imaginar o desespero do meu filho de 6 anos quando eu contei essa parte (”mamãe, você não vai me deixar na floresta um dia. vai?”), além de outras coisas absurdas como pequenos furtos justificados pela situação do personagem coitadinho e por aí vai, até a Cinderella, que diferente da versão fofa da Disney em que ela só é mal tratada depois da morte do pai, na versão original o pai continua vivo e dá o maior apoio a todas as maldades que as filhas da madrasta fazem com ela (bom exemplo de um pai que deve zelar pelo bem estar dos filhos, não?). Eu fiquei pasma a cada dia que lia uma historinha para meus filhos e mais pasma ainda desse livro ter sido lançado agora nessa forma absurda e sem nenhuma adaptação para ter mais moral. Se essas histórinhas tão tradicionais foram contadas de geração a geração nessa forma grotesca é um princípio de explicação como chegamos no apedrejamento do pobre tomate sonhador.

sinceramene meninas, não tenho muitas palavras pra isso não, como Cecília: parem o mundo que eu quero descer!!! socorro!

Estou perplexa…

Se não fosse você contando eu não acreditaria que esse livro do tomate saxofonista existe de verdade. É um absurdo, gente! Apedrejar o tomate porque ele não toca bem? Estou completamente incrédula.
Por isso que eu gosto do Pequeno Stuart Little. É um filme que mostra que é possível amar alguém do jeito que ela é. Mostra que a gente tem o direito de ser e fazer oq sonha. E o mais legal é que quase ninguém percebe essas liçoes de moral (pelo menos o pessoal da minha faculdade, que ficou me olhando como se eu tivesse começado a falar em línguas quando disse isso).
Sobre as estórias de João e Maria e que tais: elas são mesmo muito cruéis. A maioria dos contos de fada são. O negócio é que a gente só conhece a versão fofinha que nos foi passada pela Disney. E eu sou contra adaptar estórias, cantigas de roda e outras coisas para o politicamente correto. Acho um crime descaracterizar uma obra, mesmo que ela seja fruto da cultura popular. Aí cabe aos pais filtrar aquilo que eles querem que os filhos conheçam.

Do alto do meu pessimismo, vi uma moral da história que nenhuma criança deveria ouvir: “não corra atrás dos seus sonhos, você não é bom o bastante”.

Não bastassem todas as questões que você levantou, ainda há esse risco, essa coisa de que criança tem que ser realista, prática, adulta, não pode sonhar…

Horror!

É Rainhas, cada dia dá mais medo. Ha tempos que eu sentia a falta do “senso de sociedade”, e a prova é o Tomate: excluído, apedrejado e pronto, acabou.
Então hoje é assim: cada um por si o semelhante que se f*da!
Ai que triste…

Gentem, eu realmente nunca entendi a razão da violência nas musiquinhas e historinhas infantis. Cresci ouvindo “boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina q tem medo de careta…”, “atirei o pau no gato-to, mas o gato-to não morreu-reu-reu…”, e por aí vai… Acho que o pobre do “Tomate” virou a vítima da hora, uma das vítimas do século XXI.

Em todo caso, como eu tinha certeza de que teria uma filha (e tenho), sempre me preocupei em mostrar pra ela que O BEM EXISTE, que as pessoas boas existem, que apesar dessas maluquices que inventaram e continuam inventando, o nosso mundo pode ser feliz, a Terra é azul (foi o Gagarin que disse isso, né?), a vida pode ser cor-de-rosa, brilhante, purpurinada, cheia de luz e muito amor, se a gente tem amor no coração. A gente não tem que ser como os outros (os maus), nem seguir esses modelitos falidésimos…

Que bom que a gente sabe disso, aqui no Reino!!! Fazer o bem faz bem. E a partir disso, continuamos a ver essas coisas doidas que pintam por aí e que nos servem de exemplos e nos lembram a cada dia o que não devemos fazer e como não devemos ser… A cada uma de nós cabe a responsabilidade de transformar essas coisas feias em alegrias e felicidades para nossas crianças. Nós mulheres temos o poder da alquimia. Pensem nisso!

Pois é isto! Eu sou esta otimista incorrigível, com esta vocação inabalável para a felicidade e o amor, e é isto o que eu passo para a minha linda filha, há 20 anos, que também faz parte desse lindo Reino!!!

Beijos e muito amor no coração!!!

Tô passada!
Tô chocada!

Os educadores esquecem que educar é fazer trabalho social e formação de seres humanos melhores…
To sem mais palavras!
(PS: sou professora)

A Zel disse tudo. Me calo!

Ótima reflexão, Denize. Realmente temos que estar atentos a tudo o que oferecemos a nossos filhos e mediar, na medida do possível, o que chega até eles. Meu filho mais velho fez dez anos este mês e confesso que me dá um baita medo vê-lo com um pézinho no “mundo lá fora”. Não podemos protegê-los o tempo todo dos absurdos desse mundo doido. Mas podemos dar subsídios para que tenham a capacidade de discernimento.
E concordo com tudinho o que a Linda disse: nós podemos, e devemos, mostrar a eles que o mundo pode ser bom. Que respeito pelo outro é fundamental. Fazer o bem faz bem! Gentileza gera gentileza!

Olha, não deve ser mesmo fácil criar filhos hoje em dia… Eu vejo tanta coisa maluca por aí que fico abismada!!!

Diferença não é defeito.É só e apenas diferença.
Difícil admitir isso,numa sociedade tão hipócrita feito a nossa que nos quer engessados.Todos rezando pela mesma cartilha.
É de doer esta intolerância com o tomate,com o professor,comigo,contigo,conosco,com quem quer que seja.

Dê, pra mim o pior não é o tomate querer tocatr saxofone, mas ser apedrejado porque toca mal. Na boa, tudo errado. E o livro em que o cachorro feio não ganha nada e o bonito é feliz, tem casa, ganha comida e carinho? Fiquei pasma quando vi. Cadê os valores? Beijos, belíssimo post.

Estou chocada com a história do tomate apedrejado por tocar mal. Sério.

outro dia eu tive que “sumir” com um livro q as meninas ganharam q era sobre “fazer dieta”, veja se tem cabimento…

amor e saudades..

Me amarrota que eu tô passada!
Não creio num negócio destes!
Não tenho nem o que dizer!

e vc viu a família que foi processada pelo Estado em Goiânia por tirar os filhos da escola e darem aula em casa?

Ifelizmente é assim mesmo. O importante é os pais marcarem em cima dos filhotes pra que esse tipo de coisa não aconteça e quem sabe consigam mudar o tipo de ensino que é dado aos babys.

O herdeiro real terá uma excelente educação.. Combinada de estudos básicos lá e valores e amor em casa.
Beijos meus

oi. adorei o post e especialmente seu resumo das ultimas noticias do front (escola parque, trip, pedro cardoso, etc) e fiquei muito curioso quanto a esse livro do tomate. tentei varias buscas na internet e nao consegui encontrar. vc me diria o nome?

O que a professora respondeu??? Tô troncha de curiosidade!

ai, flor…
nem sei o que dizer!
beijos!

Ainda não li os demais comentários. Pode ser que mais alguém tenha dito o que vou dizer (peço desculpas pela eventual repetição).
O que me chocou foi o pobre tomate ser julgado e apedrejado por não fazer alguma coisa direito. Na minha opinião, essa foi uma mensagem bem negativa e cruel que não se deve passar a pequenos.
Francamente…

Dê, estamos esperando a resposta da professora!

Afe, realmente é cada uma de arrepiar!
Tenho vontade de ter filhos também e me preocupo muito com o mundo em que ele vai viver, pq. está difícil. Tenho uma sobrinha de 4 anos, minha irmã vai mudar de escolinha pq. a partir do ano que vem começa a alfabetização. Daí vem a menininha com um diário escolar no qual a professora escreve “Shopia” (o nome dela - Sophia!!!), “surpreza” e daí pra pior…
Beijos, Cris

credo!!!
só rindo e aproveitando para ensinar aos pequenos leitores o que NÃO fazer.
não deixe de contar qual foi a resposta da escola!
minha filha estuda na escola muderna, a qual procurei assim que soube do caso da demissão pelo jornal. posso até entender - não obrigatoriamente concordar com - a explicação e os motivos que levaram a escola a tomar a decisão que tomou. o que eu reprovo, com toda força, o que deixei bem claro para o representante da escola com quem falei, foi o fato de ter sido informada desse fato consumado pelo jornal. parece que apenas os pais das crianças diretamente ligadas ao episódio foram ouvidos e consultados e tiveram oportunidade de se manifestar. apesar de minha filha não ser aluna desse professor, já o foi no passado e poderia vir a ser no futuro, logo o assunto sempre me diria respeito, logo me senti literalmente desrespeitada.

no final das contas, o que eu acredito que prevaleça, sempre!, é o ambiente familiar. escola/igreja/clube/time são coadjuvantes, não protagonistas na educação de um ser humano. desde que os pais não deleguem - como acontece tanto - as responsabilidades a terceiros, em última instância a interpretação deste mundo sem porteira passa pela gente antes e para chegar aos nossos filhos. a formatação dos HDs é feita por nós, incluindo os adequados filtros e bons anti-vírus, para que possam rodar os softwares da vida sem dar pau na máquina.
:)

Dê, acabei de ler, em voz alta na sala de professores, esse teu post. Mulher, cada vez (não sei como, mas ainda acontece) tu me surpreendes se mostrando mais porreta e arretada do que eu já achava que tu eras.

Li em voz alta porque eu, assim como você, faço parte de uma pequena minoria que se importa sim com o conteúdo, com as mensagens que estão nas coisas, no mundo onde estamos criando nossos pixôtos. Me recuso a baixar a cabeça, a deixar para lá. Faço questão de afirmar, mostrar e reafirmar aos meus que eles podem ser o que quiserem na vida, desde que se dediquem; que muito mais importante do que ter é ser e pensar. Que muito mais valioso que a beleza física (se vocês conhecessem minha filha vocês saberiam porque digo isso) é a gente ser amigo e verdadeiro, íntegro. São tantas coisas… as vezes dá um desânimo!!! Porque a gente insiste, diz, mostra e aí as mães das amiguinhas vão e comprar saltos, transparências, delineador, batom vermelho e bonecas de mil reais para elas. E aí é ainda mais difícil fazer ela (que tem 7 anos) entender o que estou dizendo.
Mas me dá um ânimo ouvir vocês todas e ver que pelo menos não estou só, e que há esperança.
Um xêro a todas, em especial a minha reina.

O mundo está deplorável, mesmo!

Voltei e lí tudo de novo… ¬¬

Quando eu era pequena (devia der uns 7 anos) peguei na biblioteca da escola um livro que me deixou por muito tempo agoniada. Era a história do “chico borracha”, procurei por este livro depois por muitas vezes e não encontrei. Era um livro velho e bem surrado, contava a história de um meninino cor de carvão que vivia da extração da borracha, e um dia toda floresta queimou. E só isso. E fim… Na minha ingenuidade infantil chorei muito, por terem escrito história tão triste, e isso me marcou de forma que eu nem sei explicar. Foi o primeiro drama da minha vida, e hoje posso dozer que tomates frustrados e destruídos e chicos-crianças que precisam trabalhar -sem floresta são demasi pra certas cabeças, principalmente as infantís, que ainda tem esperança em tudo que vêem.

=**



Deixe um comentário

(requerido)

(requerido)